sexta-feira, 13 de abril de 2012

Defensores dos direitos de povos ciganos debatem políticas públicas na Seppir

Data: 10/04/2012



 Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) na Universidade de Brasília esta semana, a secretária de Políticas para Comunidades Tradicionais, Silvany Euclênio, recebeu ontem (09) representantes de organizações de defesa dos direitos de povos ciganos.

Foram apresentados os objetivos e metas da Seppir para essa população, assim como ações existentes em parceria com outros ministérios. Entre elas, a inclusão no Cadastro Único do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que vai permitir a inserção do segmento em programas de transferência de renda e inclusão produtiva. Para tanto, foram criadas categorias específicas no cadastro, visando identificar as rotas e a localização das comunidades.

Uma das principais propostas da Seppir é a criação de um banco de dados sobre as comunidades ciganas. “O primeiro problema em relação à criação de políticas públicas para esses povos é a falta de uma base de dados consistente. Por isso, nossa primeira atitude foi contratar uma consultoria que está fazendo um levantamento preliminar, a partir do qual já vamos começar o desenho de um programa integrado de políticas para essa população”, disse a secretária. Ela explicou que a necessidade imediata de ações efetivas do governo não permite que se espere até a finalização do levantamento mais detalhado para iniciar o programa.

Além dessa iniciativa, a Seppir está articulando com o Ministério da Educação (MEC) a criação de uma campanha nas escolas para divulgação do Dia Nacional do Cigano. Criada na gestão do presidente Lula e celebrada em 24 de maio, a data deve promover a cultura e história desses povos.

Juan de Dios, que é presidente da Unión Romani de Espana – uma entidade que congrega povos ciganos na Espanha - disse ficar “muito tranquilizado com a posição do governo brasileiro em relação aos povos ciganos”. Ele ofereceu a colaboração da sua organização na troca de experiências para a construção de políticas públicas no Brasil.

Dios e a representante da entidade Processo Organizativo Del Pueblo Rom-Gitano de Colômbia, Dalila Gómez Baos, pleitearam também a inclusão dos ciganos na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A 169 determina a consulta informada às comunidades tradicionais nos empreendidos e leis que as afetem. De acordo com a secretária, a Seppir já está fazendo esta articulação junto à Secretaria Geral da Presidência da República e que apenas no ano passado as comunidades quilombolas foram contempladas.

O Ciclo de Palestras acontece ontem e hoje, na Universidade de Brasília. Segue abaixo a programação:


 








Seppir apoia 6ª edição do Prêmio Educar para a Igualdade Racial

Data: 09/04/2012
 
Inscrições para as categorias professor e gestão escolar serão aceitas até 31 de maio
Seppir apoia 6ª edição do Prêmio Educar para a Igualdade Racial
A iniciativa contempla duas categorias: professor e gestão escolar
O Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert) lança a 6ª edição do Prêmio Educar para a Igualdade Racial, que incentiva educadores brasileiros a adotarem programas e ações voltados para a valorização da diversidade e promoção da igualdade racial. Realizado em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e o Banco Santander no Brasil, o prêmio acata inscrições até 31 de maio pelo site www.ceert.org.br

A iniciativa contempla duas categorias: professor e gestão escolar. A primeira, mapeia e dá visibilidade às boas práticas escolares desenvolvidas por professores. A segunda, incentiva ações planejadas e executadas diretamente pela gestão escolar. As escolas premiadas são beneficiadas com plano de acompanhamento para estimular e potencializar a institucionalização das práticas.

O Ceert
Fundado em 1990, o Ceert é uma organização não governamental, apartidária e sem fins lucrativos. Sua missão é combinar produção de conhecimento com programas de treinamento e intervenção, comprometidos com a promoção da igualdade de oportunidades e de tratamento, a superação do racismo, da discriminação racial e de todas as formas de discriminação e intolerância.
Mais informações pelo telefone: 11 3804-0320 ou pelo site

educar
Coordenação de Comunicação

Fonte: SEPPIR

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Noite de Autógrafos com Acarajé: livro conta histórias de baiana moradora de Mesquita




04/2012
O Ponto de Cultura do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos – Museu Memorial IPN realizará, no dia 13 de abril, às 17h, uma Noite de Autógrafos com Acarajé, com a autora do livro As Baianas do Acarajé – Comida e Patrimônio do Rio de Janeiro, de Nina Pinheiro Bitar, na Rua Pedro Ernesto, 32, Gamboa, na Zona Portuária da cidade do Rio de Janeiro.

O Livro conta a vida e a trajetória de três baianas, moradoras do Rio de Janeiro, que conquistaram os cariocas com seus deliciosos Acarajés. E Sonia Maria Menezes Pinto, conhecida em Mesquita como Sonia Baiana, é uma delas. Com sua alegria, simpatia e muito amor à culinária, e por ser uma das baianas mais famosas da Incubadora Afro-Brasileira por seu carisma, foi uma das escolhidas para fazer parte da obra, que faz parte da coleção Circuitos da Cultura Popular, organização de Maria Laura Cavalcanti.
Para mais informações envie um E-mail para pretosnovos@pretosnovos.com.br ou ligue para o Telefone 2516-7089.

FONTE: Site da Prefeitura Municipal de Mesquita




Fundação Biblioteca Nacional convida para o lançamento de Pontos de Leitura da Ancestralidade Africana no Brasil


Solenidade será amanhã (12), às 19h, no auditório da FBN. Programa prevê lançamento de dez Pontos em todo o país, sendo dois em cada uma das cinco regiões brasileiras

Serão lançados dez Pontos de Leitura Afros em todo o país
O Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir/PR), lança amanhã (12), no Rio de Janeiro, o Programa Pontos de Leitura da Ancestralidade Africana no Brasil. A cerimônia será realizada no auditório Machado de Assis, da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), às 19h.
O novo programa é uma ação transversal dentro do MinC e conta com apoio da FBN – Programa Livro, Leitura e Literatura e do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) – e da Secretaria de Cidadania Cultural. Participarão da cerimônia o presidente da FBN, Galeno Amorim, a secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, a secretária de Políticas para as Comunidades Tradicionais da Seppir, Silvany Euclênio, e a diretora do Livro, Leitura e Literatura da FBN, Maria Antonieta Cunha.
Serão lançados dez Pontos de Leitura Afros em todo o país, dois em cada uma das cinco regiões brasileiras. O programa conta com um acervo suplementar composto por mais de 600 livros relacionados à cultura de matriz africana, além do Kit tradicional dos Pontos de Cultura, que contêm 650 livros, mobiliário para sala de leitura, um computador e impressora.
Os dez primeiros Pontos de Leitura Afros serão instalados na Comunidade Egbe Ilê Ya Omi Dayol Ase Obalayo, em São Gonçalo (RJ); no Centro Memorial de Matriz Africana 13 de Agosto, em Porto Alegre (RS); na Comunidade Quilombola Mesquita, em Luziania (GO); Quilombo do Curiaú AP); Associação Santuário Sagrado de Pai João de Aruanda, em Teresina (PI); Comunidade Ilê Asé Omi Dewá, em João Pessoa (PB); Comunidade Aceyoni, em Belém (PA); Quilombo do Macucu, em Minas Novas (MG); Comunidade Quilombola Serra do Apom, em Castro (PR); e na Comunidade Ilê Ede Dudu – Centro Cultural Orunmila, em Ribeirão Preto (SP).
A Secretaria de Cidadania Cultural do MinC vai apoiar o programa com R$ 300 mil, que serão aplicados no trabalho de produção e registro da memória destas comunidades. A pesquisa será realizada pela equipe do SNBP, da FBN, que visitará todas as localidades para obter informações. O resultado do trabalho será incorporado ao acervo dos Pontos de Leitura. A Seppir/PR vai financiar a compra do acervo temático, no valor de R$ 200 mil.

CooperaçãoO Programa Pontos de Leitura da Ancestralidade Africana no Brasil faz parte de um acordo de cooperação firmado entre a FBN/MinC e a Seppir, no âmbito da campanha Igualdade Racial é pra Valer. Outras ações estão contempladas a exemplo da co-edição, em formato eletrônico e para domínio púbico, de obras do acervo da FBN, escritas por autores afrodescendentes.
Para cada iniciativa proposta, será assinado um termo de cooperação específico. O primeiro deles prevê a implantação em áreas habitadas por povos e comunidades tradicionais afro-brasileiras, dos cinco Pontos de Leitura. A cooperação entre os dois órgãos prevê ainda o lançamento de editais para estudos e pesquisas ligados ao trabalho de homens e mulheres negros brasileiros. Outra meta é a divulgação da literatura de autores afro-brasileiros por meio de amostras, envio de livros para bibliotecas e ações de incentivo à leitura.

Fonte: SEPPIR